Caetano Penna

Ensino e orientação

Docência em programas de pós-graduação, graduação e formação executiva na TU Delft (Países Baixos), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil), na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), na FINEP, na ANEEL, na Universidade de Sussex e na Universidade de Utrecht — abrangendo economia da inovação, políticas públicas, economia política e métodos de pesquisa.

1Economia da inovação e da mudança tecnológica

Dinâmica tecnológica
TU Delft — Programas de mestrado (Complex Systems Engineering and Management; Engineering and Policy Analysis; Management of Technology). Sistemas de inovação, inovação responsável, digitalização e padrões setoriais de inovação. Orientação de exercícios em grupo sobre análise de partes interessadas no sistema energético holandês, painéis de indicadores de inovação e pesquisa e inovação responsáveis (RRI).
Inovações disruptivas I e II
UFRJ — Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (PPED). Disciplina em duas partes, ministrada em conjunto com João Carlos Ferraz e David Kupfer. Paradigmas tecnológicos, clusters de inovações disruptivas, manufatura avançada e Indústria 4.0, e implicações para a política industrial brasileira — com base no projeto de pesquisa Indústria 2027.
Economia da inovação
ENAP — Educação continuada para servidores públicos federais. Curso de 40 horas sobre economia schumpeteriana e evolucionária, revoluções tecnológicas (Carlota Perez), inovação nas empresas e nos setores, sistemas nacionais de inovação, mensuração da inovação (manuais da OCDE, índices compostos) e tendências contemporâneas da manufatura avançada. Avaliação por participação e por um ensaio reflexivo que relaciona a teoria à prática profissional.
Economia da inovação e gestão pública
ANEEL — Formação executiva para reguladores do setor de energia. Curso de 25 horas (10 encontros). A inovação nas diferentes escolas do pensamento econômico, os papéis do Estado na inovação, modelos do processo de inovação, padrões setoriais de inovação, gestão da inovação e propriedade intelectual, mensuração e indicadores, e instrumentos de política de CTI no Brasil. Incluiu discussões em grupo orientadas sobre o sistema brasileiro de inovação, a dinâmica da inovação no setor elétrico e a transição energética, além de um jogo de papéis sobre a promoção da inovação por meio da regulação.
Economia industrial e administração de empresas farmacêuticas
UFRJ — Graduação (Faculdade de Farmácia). Modelo estrutura-conduta-desempenho, organização industrial, análise competitiva de Porter e elaboração de planos de negócios para o setor farmacêutico.

2Política de inovação, missões e o papel do Estado

Metodologia de desenho de programas orientados por missões
FINEP / CGEE — Oficina intensiva para o corpo técnico da FINEP. Curso intensivo de 16 horas, ministrado em três dias. Marco conceitual das políticas orientadas por missões, metodologia de desenho de programas orientados por missões adaptada ao contexto da FINEP, legitimação de desafios sociais, diagnóstico de capacidades estatais e técnico-administrativas, a matriz de Haddon para a formulação de missões e avaliação das dimensões produtivas e de mercado. Ao longo do curso, os participantes aplicaram a metodologia ao próprio programa Inova Empresa da FINEP.
O Estado como agente no desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação
ENAP — Desenvolvimento profissional para servidores públicos federais. Curso de 30 horas (10 aulas). Funções do Estado, sistemas de inovação, fundamentos da intervenção pública (falhas de mercado, falhas sistêmicas, o Estado empreendedor), paradigmas tecnoeconômicos (Carlota Perez), o complexo industrial-militar dos EUA como Estado desenvolvimentista oculto, políticas orientadas por missões e a história da política brasileira de CTI, da Embrapa e da Embraer ao programa Inova Empresa. A avaliação combinou resumos de leitura, trabalhos em grupo sobre casos de políticas orientadas por missões e um ensaio reflexivo que relaciona o conteúdo do curso à experiência dos participantes no serviço público.
Gestão de políticas públicas
UFRJ — Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (PPED). Disciplina em formato de seminário sobre análise de políticas públicas, mecanismos de retroalimentação de políticas (policy feedback), o papel dos burocratas, inovação no setor público e o conjunto de instrumentos de política de inovação — com base em Weber, Pierson, Mazzucato e Reinert.

3Economia política, sustentabilidade e transições sociotécnicas

Economia política da mudança climática
TU Delft — Programa de graduação (BSc). Disciplina ministrada em conjunto. Escolas de economia política e mudança climática, transições sociotécnicas para a sustentabilidade (Perspectiva Multinível), economia política internacional das negociações climáticas, comércio de emissões e geopolítica da transição energética. Desenho de atividades de oficina, incluindo um jogo de papéis sobre os atores incumbentes nas transições energéticas.
Escola de verão sobre transformações globais
Centre for Global Challenges / Universidade de Utrecht. Teoria das transições profundas, sistemas sociotécnicos, sustentabilidade e transformações históricas.
Gestão da mudança — exercício de seminário
Universidade de Sussex — Programa de mestrado. Mudança industrial, regulação indutora de tecnologia (technology-forcing), dinâmica das partes interessadas e transições para a sustentabilidade. Exercício participativo baseado no caso da poluição do ar e da indústria automobilística norte-americana.

4Fundamentos institucionais e microeconômicos

Economia institucional para o desenho de sistemas sociotécnicos
TU Delft — Programa de mestrado (Complex Systems Engineering and Management). Economia institucional, monopólios naturais, direitos de propriedade, externalidades de rede e desenho de mercados. Alinhamento entre tecnologia e instituições em indústrias de rede, como a de energia elétrica.
Teoria microeconômica I
UFRJ — Pós-graduação (PPED). Teoria do consumidor, equilíbrio geral, economia do bem-estar e crítica ao arcabouço neoclássico.

5Métodos de pesquisa

Métodos de pesquisa em economia
UFRJ — Graduação (Instituto de Economia). Disciplina ministrada em conjunto com Marília Bassetti Marcato. Formulação de perguntas de pesquisa, técnicas de revisão de literatura, escolha de metodologia e elaboração do pré-projeto de monografia para estudantes do último ano de economia.

6Orientação

6.1Teses de doutorado (coorientação)

  1. Adriana Cazelgrandi — UFRJ PPED (2018). Biocombustíveis e transição para sustentabilidade: o caso do etanol no Brasil.
  2. Bruno Queiroz Cunha — UFRJ PPED (2018). Ensaios sobre regulação, ativismo estatal e desenvolvimento: o estado regulador brasileiro em perspectiva comparada.

6.2Dissertações de mestrado

  1. Rafael Monteiro Sisnando — UFRJ PPED (2020). Avaliação de resultados e impactos de programas de apoio à projetos de inovação financiados com recursos do FNDCT.
  2. Micaela Mezzadra — UFRJ PPED (2018). El diseño de las políticas de innovación en Argentina entre 2003 y 2012.
  3. Alexandre Kiyoshi Ramos Tanaka — UFRJ PPED (2018). Análise da atuação da FINEP à luz da abordagem de sistemas de inovação.
  4. Sandro Celso de Souza — UFRJ PPED (2017). Prêmios como instrumento de promoção a inovação nas empresas brasileiras.
  5. Cristóvão Alves de Souza Gonçalves — UFRJ (coorientação) (2017). Inovação no setor elétrico: uma análise com base em redes sociais.
  6. Gyto Pugh — SPRU, University of Sussex (coorientação) (2010). How has the financial crisis of 2008 affected General Motors' green innovation strategies?.

6.3Monografias de especialização

  1. Carmen Silvia Sanches — ENAP (2019). Proposta de intervenção no programa de P&D regulado pela ANEEL.
  2. Evandro Vasconcelos Holanda Junior — ENAP (2019). Inovação social: modelos e instrumentos para a inclusão social e produtiva da agricultura familiar.

6.4Monografias de graduação

  1. Tiago José Bréfere — UFRJ (2020). Desdobramento estratégico em indústrias farmacêuticas.
  2. Matheus Candido de Oliveira — UFRJ (2020). A importância do BNDES no desenvolvimento da infraestrutura no Brasil de 2008 a 2018.
  3. Carolina Victor Vicente Ferreira — UFRJ (2020). Indústria 4.0: a transformação digital na cadeia produtiva da indústria mineradora.
  4. Hugo Villas Boas Pitanga de Castro e Silva — UFRJ (2019). A teoria do mercado de dois lados aplicada no cenário brasileiro de pagamentos.
  5. Pablo Andrade — UFRJ (2018). O programa Inovar-Auto: os resultados e as controvérsias do novo regime automotivo.
  6. Maria Angeles Dominguez Moreno — Universitat Pompeu Fabra (2017). Estrategias del sector del taxi ante la aparición de nuevos competidores.

Participou também de bancas de avaliação de 3 teses de doutorado, 9 dissertações de mestrado, 4 exames de qualificação de doutorado, 5 exames de qualificação de mestrado e 6 monografias de graduação na UFRJ, TU Delft, TalTech, Unicamp e UFF.